 | De manutenção bastante simples, o conjunto pinhão e coroa precisa apenas de óleo na quantidade e periodicidade indicadas pelo fabricante do veículo para ter uma vida bastante longa. Os trancos no caminhão também devem ser evitados para não afetar as peças do diferencial. |
Localizado dentro do diferencial, o conjunto coroa e pinhão são projetados para rodar centenas de milhares quilômetros sem apresentar problema. Porém, dependendo da falta de manutenção e do mau uso, o carreteiro corre o risco de parar na estrada de uma hora para outra por motivo de quebra.
As atitudes que podem causar avarias no pinhão ou coroa são os trancos no caminhão motivados pelas trocas de marchas erradas e também pela falta de óleo no diferencial. De acordo com Luiz Teodoro A. Liess, assistente técnico da Rayton Industrial – fabricante de coroa e pinhão - poucos motoristas estão acostumados a verificar periodicamente o nível do óleo.
Segundo o técnico, às vezes o diferencial começa a apresentar um pequeno vazamento, vai perdendo óleo aos poucos e o motorista não percebe, até que vem a fundir. E quando isso acontece, a situação do motorista se complica, porque além do custo, de no mínimo mil reais (porque se troca também os rolamentos) pelo conserto geral, o caminhão terá de ficar pelo menos um dia parado na oficina.
O excesso de peso também tem efeito negativo no diferencial, além de outros itens do caminhão, devido a sobrecarga. Liess lembra que muitos motoristas têm o costume de substituir o diferencial por outro mais longo. Com a troca de relação o veículo segura menos na caixa de câmbio fazendo com o que carreteiro tenha de usar mais o freio.
Além disso, o motor precisa desenvolver mais força nas subidas, exigindo redução de marchas. “Dependendo da subida e da carga, se o caminhão parar não consegue sair”, completa. Ele lembra que nos casos de mudança de relação, o ideal é adequar o conjunto pinhão e coroa em função da carga e do trajeto que o motorista está acostumado a percorrer.
A maior freqüência de quebras é da coroa, porém o correto é a substituição também do pinhão, da forma como é comercializado. Caso as peças sejam diferentes, é normal o diferencial “roncar”, porque não há o encaixe perfeito entre as peças. O primeiro detalhe a ser levado em consideração é se as duas peças serem do mesmo lote de fabricação, ou seja, terem o mesmo número de série, pois são um casal inseparável.
“Outro item que leva muitos caminhões a retornar à oficina é a montagem errada do conjunto coroa e pinhão, geralmente por falta de ferramentas apropriadas e mão-de-obra precária. Quando se monta sem a folga certa ocorre o desgaste prematuro das peças”, completa José de Oliveira, gerente de vendas da empresa. |
Disponivel em :
http://www.revistaocarreteiro.com.br/modules/revista.php?recid=33&edid=5 |
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